Porcariazinha

Minha mãe é uma daquelas pessoas conhecedoras e adoradoras de plantas. É possível que ao perguntar a ela sobre cada vaso, folhagem ou flor em nossa casa ela tenha alguma história para contar. Já eu, encantada com tanta vida literalmente brotando de cada catinho do chão, sou daquelas que saem fotografando folhagem, inseto, botão.

Essa folhagem aqui da foto, acomodada num vasinho de plástico vermelho, estava em cima de uma mesinha da nossa sala. Gostei da aparência dos galhos, do tamanho – estava na fase das suculentas, rs.

Perguntei pra ela de onde tinha vindo aquela mudinha,

"Essa mudinha eu trouxe lá do meu serviço. Prantei aqui, direto no chão, cê precisa ver como cresceu. Assim, prantado no chão, cresce mais. Desenvolve. Daí peguei um gaiinho e enterrei no vaso. Cresceu essa porcariazinha."

Eu, como não tinha visto a planta majestosa, crescida direto do chão, me felicitei em admirar a mudinha, carinhosamente acomodada no vasinho. Já pra minha mãe, que sabia o seu tamanho e formososura original, ela era só uma porcarizinha de tão pequena.

A lição que eu tiro disso é que às vezes a vida da dessas, cada um enxerga a vida de um jeito. E cada um desses jeitos pode enxergá-la linda, mesmo nas miudezas.

Texto por Karina de Camargo.

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